30 de junho de 2014

Uma pessoa já não pode estar descansada?


Dizem que estes telefones são espertos, mas em muitas ocasiões são simplesmente chatos!
Mas desde quando é que eu acho que as 8 da noite são um momento perfeito para a cultura física?
Esta hora é perfeita para imperiais e tremoços, mas isso a app não diz!

Trovoadas: 5 mitos “chocantes”



Por cá é raro, mas, por exemplo, nos Estados Unidos, os homens “caem que nem tordos”, fulminados por relâmpagos que os trespassam sem aviso. Só este ano já morreram 7 pessoas nos EUA devido à queda de raios (mas a média anual, nas últimas três décadas, ronda os 50) e ainda há quem acredite nalguns mitos que é preciso desfazer. Como o Verão está aí, mas é o que se vê... depois não digam que não avisámos.


Mito 1

Os golfistas são quem corre maior perigo, porque estão, por norma, a céu aberto, mas perto de árvores. Errado. Há três vezes mais pescadores a morrerem electrocutados. E quem acampa ou anda de barco tem o dobro das possibilidades de levar com um raio no couro cabeludo.

Mito 2

A regra dos 30/30 pode manter-vos a salvo. Durante décadas, até os especialistas acreditavam que, se entre a visão do clarão e o som do trovão passassem mais de 30 segundos, era seguro estar ao ar livre, porque a trovoada estaria a uma distância suficientemente grande. E que era seguro sair 30 minutos após o último trovão (daí o 30/30). Errado. Sabe-se, agora, que apenas a segunda está correcta. A primeira pode ser fatal. A partir do momento em que se ouve o primeiro trovão, dure o tempo que durar a chegar o som até nós, estamos a uma distância de perigo. É preciso procurar abrigo.


Mito 3

Num descampado, sem abrigo por perto, assumir uma posição de cócoras, enrolado sobre si mesmo, o mais perto possível do chão, assumindo a “forma de uma bola”. Errado. É tão perigoso estar perto do local de impacto do raio, como ser atingido directamente por ele. Um relâmpago que caia numa árvore, espalha a sua energia através do chão. Desde que estejamos perto, somos atingidos nos pés. O efeito é o mesmo.

Mito 4

Seguir com a vida normal durante uma trovoada. Muita gente não quer adiar os planos que tinha para sair ou ir fazer uma actividade qualquer ao ar livre. Errado. Mostram as estatísticas que oito em cada dez vítimas são homens... e que não estão para desistir de uma boa pescaria, de uma tarde passada num “green” ou numa caçada. A teimosia tem provado ser fatal.

Mito 5

Ouvimos sempre o trovão a tempo de chegar a local seguro, porque conseguimos ouvi-los até 12 quilómetros de distância. Errado. Há muitos factores que podem enganar-nos quanto à distância a que estamos de um relâmpago. Desde o ruído ambiente, à presença de uma auto-estrada por perto, uma multidão (um estádio de futebol é uma excelente armadilha) ou o vento a soprar que pode abafar o som.

P.S. – nós sabemos que a hipótese de levar com um raio ao longo da vida é de 1 para 10 mil, mas mesmo assim é melhor não arriscar.

29 de junho de 2014

Jardinagem é coisa de meninas? No way!

Aqueles pneus que guardamos para o caso de virem a ser precisos... podem mesmo ser usados.
Bom fim-de-semana!

28 de junho de 2014

A Felicidade

Não fosse eu pai de quatro filhos e fosse eu solteiro. E era assim que procuraria a felicidade.

 

26 de junho de 2014

Acabou

... e para já, o melhor é não dizer mais nada.




Fotos: Fifa

Copas da América



Já se sabe que este Mundial que decorre no Brasil é um remake da Copa América - as seleções do resto do mundo estão lá quase só para entreter. (E mesmo quando perdem, como o Equador com dez, fazem tremer, até a elegante França.)
Em dia de Portugal ter gana, adivinha-se que haverá, na hora h, tudo menos ganas. Sobrarão contas e ajustes, um programa de ajustamento que entreterá dias a fio de conversas televisivas, crónicas jornalísticas ou aberturas radiofónicas, sem outra consequência que não seja a de termos de ajustar os nossos ouvidos a outras sonoridades.
Nada ajuda. Mais ainda quando (apesar de uma jornalista da SIC que vislumbrei à porta do hotel da seleção em Brasília) nós temos Rui Santos, Gabriel Alves ou Luís Freitas Lobo. Podem argumentar-me que sou injusto, que só eles nos dão a tática certa, só eles vislumbram a jogada acertada, a substituição correta, o penálti escondido, a humidade desnecessária. Podem argumentar-me que nisto do futebol em Portugal, as palavras valem mais que mil imagens e por vezes estamos 50 minutos com um trio de ataque a discutir um golo que vislumbrámos em apenas 30 segundos.
Podem argumentar-me tudo. Mas quando a bola descreve curvas assim, eu argumento que deus é argentino, como Pamela, 35 anos, argentina de Córdoba, ou mexicano e brasileiro (e veja-se Ines Sainz, Vanessa Huppenkothen e Roberta Setimi). Copas da América para a velha Europa aprender.

25 de junho de 2014

5 formas de ajudar a Selecção a passar aos Oitavos


1- Acender uma vela a Santa Rita de Cassia, a Santa das Causas Impossíveis.

2- Desviar o avião que saiu carregado de dinheiro do Gana com destino ao Brasil. Ligar em nome do Governo português e oferecer o dobro em títulos de divida pública. Acender mais uma vela a Santa Rita de Cassia.

3 - Oferecer aos jogadores dos EUA permanência vitalicia e gratuita na ADSE. Explicar que é melhor do que o ObamaCare e acrescentar que o Tribunal Constitucional garante que ninguém lhes retira o acesso. Para ganhar, basta perder, por muitos

4 - Dizer ao Joachim Low que “limpar a sala” é crime nos EUA. É melhor dar uma lição aos norte-americanos! Acender uma vela a Santa Rita de Cassia.

5 - Torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer, torcer e parar antes de partir. E acender uma vela a Santa Rita de Cassia.

A última refeição


O Rigoleto fecha na sexta-feira. O Rigoleto é um café, uma simples pastelaria, que também serve almoços. Não tem pratos emblemáticos, não tem uma arquitectura interior ou exterior digna de ser preservada e não vai fechar devido à crise. O senhorio quer a “casa” de volta e pagou tudo, como manda a lei. É estupidamente simples.
O Rigoleto não tem nada daquilo, mas tem memória e pessoas que chegaram aquela rua do Chiado ao mesmo tempo que eu. Ali ri, chorei, comi, bebi, discuti, cantei, convivi. Foi ali que soube da noticia de um avião que tinha acabado de chocar numa das Torres Gémeas, em Nova Iorque. Ali vi o Paulo e Teresa, e vi nascer os filhos deles. Ali vi o Luís e vi nascer os fllhos dele. Eu conheco-os e eles conhecem-me. O Rigoleto não é uma pastelaria, é já um pedaço da minha memória, da minha história de vida.
Muitas vezes recorria um prato secreto, fora da lista, que só os habituais tinham direito. Esta sexta-feira, quero uma salsicha alemã com batatas fritas, ovo estrelado, arroz, salada… e tudo.

24 de junho de 2014

A bicicleta roubada de Cassius


A vida tem-me mostrado muito disto. Nem sempre as coisas nos surgem por acaso. Ou, se calhar, sim. A forma como as encaramos é que não é por acaso.
Isto explica-se muito bem com o caso verídico da bicicleta roubada ao pequeno Cassius. Quem a tem? Nunca se saberá. Sabe-se que foi em 1954 na então pequena Louisville, em pleno Kentucky.
Com 12 anos, o franzino Cassius Marcellus Clay ficou furioso. E jurou ali mesmo, frente ao Columbia Auditorium que iria fazer o sacana arrepender-se. 
Por acaso (ou talvez não, lá está...), numa conversa com Joe Martin, um polícia local, disse que “ia partir a cara” ao ladrão quando o encontrasse.
- “Sim, miúdo mas primeiro é melhor aprenderes boxe!”, avisou-o.
Conselho seguido à risca nos 27 anos seguintes, ainda assim, Cassius nunca encontrou a bicicleta ou quem lha roubou. 

23 de junho de 2014

Dose dupla: David Lynch

Musicalmente falando, David Lynch não deixa de surpreender. Soa a cliché mas é verdade.
Mindy Jones deu a voz. Moby deu um toque aqui e ali e o resultado é "The Big Dream", um daqueles tele discos para ver e ouvir vezes sem conta.


Ainda não há muito tempo, outra das vozes eleitas foi a de Lykke Li.
"I´m Wainting Here" é um tele disco realizado pelo próprio David Lynch.



10 Conselhos para sobreviver e marcar pontos na Noite de São João, no Porto



1 - Se moram no centro usem o metro ou autocarro. Se moram longe e têm de vir de carro há uma solução: estacionar no lado de Gaia na zona do campo do Candal (Parque de Jogos Rei Ramiro). Desçam pela rua Rei Ramiro, passando pelas traseiras das caves (hummmm, cheira a vinho) e vão dar à rotunda do fundo do Cais de Gaia. Daí terão uma perspectiva privilegiada do fogo lançado do rio e da ponte e não se arriscam a levar com uma cana na cabeça. Vão andar bastante a pé, por isso, preparem-se e...

2 - Levem calçado adequado para proteger os pés. Miúdas giras são sempre giras mesmo de sapatilhas (no Porto ténis é um desporto), nada de saltos altos.

3 - Não tirem fotos nem façam videos do fogo de artificio, deixem o telemóvel no bolso (o Instagram pode esperar), desfrutem e abracem por trás aquela pessoa especial para a fazer sentir segura durante as explosões do fogo, aproveitem o momento e digam-lhe coisas bonitas ao ouvido.

4 - Depois do fogo têm de atravessar a Ponte D. Luis I para o lado do Porto. Gostam de sardinhas? Então preparem-se para se sentirem como uma até chegarem à ponte. E não, não ficaram subitamente embriagados. A ponte está mesmo a abanar como se dependesse disso para não cair (por acaso até depende). Relaxem, é perfeitamente seguro.

5 - Querem dar um pézinho de dança ao som do "Apita o Comboio"? Há música um pouco por todo o lado. Tradicionalmente na Ribeira, Avenida dos Aliados e claro, nas Fontaínhas. 

6 - Por esta altura já terão levado umas quantas marteladas e cheiram a alho porro, como se fossem um refogado. Não se façam esquisitos, participem! Levem marteladas e dêem marteladas. Sempre que vos cheguem com alho porro ao nariz façam uma expressão como se estivessem a cheirar o cabelo da pessoa amada no meio de lençóis acabados de lavar, só para confundir. Cuidado com as marteladas de crianças ao colo, têm uma tendência matemática para acertar com a parte rija do martelo.

7 - Comprar três balões de São João, uma vez que só vão conseguir lançar um. Procurem um espaço aberto sem casas nem árvores para o fazer, não vamos querer provocar nenhum incêndio. Juntem os vossos amigos mais hábeis e munam-se de alguma paciência. Não é fácil, mas o efeito de ter o céu nocturno repleto de balões é lindíssimo. Aproveitem e digam novamente coisas bonitas ao ouvido daquela pessoa especial enquanto o balão sobe. 

8 - O cardápio de São João inclui as habituais bifanas, pão com chouriço ou chouriço assado e claro, as sardinhas assadas com pimento e caldo verde. Reguem com vinho ou cerveja. Se preferirem algo mais doce têm farturas e churros, neste caso o Sumol de Laranja ou Ananás é obrigatório. Há também imensas barraquinhas de doces tradicionais para todos os gostos. 

9 - Têm muitos amigos nascidos em entre Março e Abril? Pois, faça as contas...

10 - O que acontece no São João fica no São João! O manjerico será o vosso cúmplice silencioso. 

O sonho comanda a vida...

e o futebol é a modalidade onde o sonho é possível.


22 de junho de 2014

Hoje é dia de Bola


Em dia de Bola as de Berlim sabem ainda melhor. Não é só o creme, a massa, o açúcar, é o nome! Se a vingança é um prato que se come frio, vinguemo-nos nas bolas.
Devemos comer (pelo menos) 4, uma por cada má memória. Todas as que vierem a mais devem ser creditadas na conta do norte-americanos.
Estas são as Bolas do Zé Natário e abrem a porta uma vingança tão booooooooaaaaaaaaa. A massa é leve, o creme é sedoso, saboroso, na dose certa, e depois a canela e o açúcar polvilhados elevam o grau da doce vingança.


Estas são das melhores Bolas de Berlim do país.
Infelizmente não as encontramos nas praias sulistas e elitistas.
Uma bola destas, a areia, o calor e mar dourado... hummmm, esquece lá isso da bola!

21 de junho de 2014

Para ir na onda.

Como hoje é sábado, e somos uns mãos-largas, (e amanhã não temos de acordar cedo) propomos não um mas dois tele discos a juntar às descobertas das ultimas noites.
A primeira proposta é "Cavity" dos HUNDRED WATERS.


Tei Shi vem de Brooklyn. Dá para notar na musica. Mas as origens passam pela Índia. 
O EP de estreia, esse, passa definitivamente pela língua portuguesa. Nem que seja pelo titulo "Saudade". 
Não sabemos mais e, em abono da verdade, nem estivemos minimamente interessados porque musiquinhas como esta já falam por si.



É Oficial

É Verão!



20 de junho de 2014

É mais música senhores...

Avriel Epps espalha charme no mais recente videoclip do projecto King Avriel. 
Um tele disco que dispensa muitas palavras. 
Apenas as necessárias para confessar que andamos um pouco hipnotizados com a voz desta rapariga de 23 anos que promete não ficar por aqui.

Ver a bola com vista


É preciso vir uma pessoa do Porto para me mostrar o que há de novo e bom em Lisboa! E para ver a Bola, não há melhor!
No terraço da garagem da Voz do Operário foi inventada uma esplanada que oferece, bifanas, chouriço assado, cerveja e futebol!
Se o jogo estiver chato, é virar costas ao ecrã e contemplar São Vicente e o Tejo.
Fica na Travessa de São Vicente nº11, muito perto da esplanada da Graça.

Mensagens com cheirinho



Já é possível enviar mensagens com cheiro. Foi o que aconteceu, no inicio desta semana, entre Nova Iorque e Paris graças ao oPhone, um gadget, que ligado ao iPhone, permite combinar 32 possíveis cheiros de modo a criar 300 mil fragrâncias únicas. No primeiro teste foi enviada uma mensagem com aroma a champanhe e biscoitos de amêndoa, o que terá desapontado algumas baguetes
Este gadget espera conseguir arrecadar cerca de 111 mil Euros através de crowdfunding no Indiegogo, sendo que cada unidade será vendida por sensivelmente 110 €.
Se está a pensar usar esta geringonça para combinar bailarico para o São João, esqueça! Não tem cheiro a Sardinhas Assadas disponível. 


19 de junho de 2014

É para o Solteiro e para o Casado: é música senhores!

Desde que me lembro de ser gente que adoro tele discos. 
Sempre os comparei (aos bons, claro!) a curtas-metragens. Onde tanto ou tão pouco deve ser mostrado num relativo curto espaço de tempo.
Os últimos anos têm, de resto, sido pródigos em autênticas obras-primas do videoclip.
Muitos desses casos apresentam produções deveras simples e de baixo orçamento.
Mas onde os realizadores, felizmente, fogem na direcção oposta às imagens estereotipadas dos ditos canais de musica via cabo.
Nas próximas noites, o Solteiros e Casados propõe, por volta desta hora (sim, é intencional!) uma aliança infalível: um bom tele disco de uma boa música. De tão simples que é não pode falhar. 


Honras de estreia para o acabadinho de sair "Jo", dos GOLDFRAPP.

Not so Hard... Bop!

Detesto epitáfios quando a vida se quer alegre. Mas quando quem parte me pôs mais alegre pelas cóceças musicais que me provocou, não posso ficar indiferente. Morreu Horace Silver. Ora o grande Horácio Prata (assim se chamaria se tivéssemos tido a sorte de nascer português) foi o criador do “hard bop”. Isto é chinês para muitos. É um estilo dentro do jazz. Mas escusam de “mudar já de estação”. Oiçam lá isto. Não é assim tão “hard”… e é extremamente “bop”.

 

Sem pingo de sangue

A culpa é sempre do árbitro. Não é mania nossa, é fado cantado e apregoado. Não vale a pena insistir que se calhar aquelas chuteiras rosa e azul cueca não se deviam ter metido entre as pernas do senhor alemão. Nem que o cabelo estupidamente grande devia estar rapado para evitar o contacto craniano. Ou que. Ou que. Não vale a pena. Mas (adversativa essencial) o árbitro não ajuda a explicar os quatro secos e a ineficácia atacante ou da transição basculante defesa-ataque (Forgive me, Freitas Lobo, wherever you are). É preciso algo mais e ontem o País acordou com essa explicação físico-quântico-anatómica de como o corpo daqueles 11 sofreu da falta de adaptação ao clima de Salvador. 

Sem salvador que nos valha - nem o exemplo do primeiro donatário português, Francisco Pereira Coutinho - que se terá aclimatado na Bahia de Todos os Santos com crueldade e arrogância no trato, mas sem redbulls nem sabedorias de treino físico dado nas universidades - aqueles 11 sofreram o que, pelos vistos, os outros 11, de branco vestidos e vindos de uma Europa tipicamente quente, tropical e húmida, não sofreram. Bem podemos invocar Senhoras do Caravaggio ou a Virgem de Fátima que de virgens só temos esta inocente mania de sacudir a água do capote e os quatro erros clamorosos do jogo. E não, escusam de sonhar que receberão das mãos da Gisele, 33 anos, 1,80, brasileira de Três de Maio, porque, meus caros, também ela tem sangue germânico. Lá está: quente, tropical e húmido. Para melhor se adaptar, claro, ao clima do seu Rio Grande do Sul.


18 de junho de 2014

Caiu o preço da maçã




Sempre quis comprar um Mac dos fininhos mas os 1349 € deixaram-no de pé atrás? Pois bem, a Apple acabou de lançar um novo iMac de 21 polegadas por 1129 €.
Feito de vidro e alumínio, mas sem janelas nem marquises, muito agradável à vista e óptimo para o trabalho e diversão.
Uma pechincha! 
Vou já comprar um quilo!

No Minho sê minhoto


Não se deixem enganar pelo aspecto arrumadinho e selectivo do prato, porque do "pequeno" tacho de Arroz de Sarrabulho sobraram apenas alguns bagos e o barro.
-Ui! Sarrabulho! Sangue e cenas...
Não, não podem estar mais enganados. Este prato é um hino à capacidade criativa de um povo de poetas. Só um artista conseguiria transformar um tacho de sangue numa peça de arte. Nada é desperdiçado e tudo é ligado com uma elegância soberba.
Este Arroz de Sarrabulho com Rojões à moda do Minho foi comido em Ponte de Lima, no Restaurante O Brasão e entrou para o meu Top10 de Melhores Refeições de Sempre. Foi recomendando por "voz amiga" e em boa hora!
O Arroz não é pesado,  os cominhos fazem-no pairar no céu da boca. A carne e os enchidos deixaram-me de sorriso nos lábios e olhos semi-cerrados. Tudo cozinhado com sapiência e paixão.
Escolhi a especialidade regional a medo. Sou um menino da cidade, "geração posta do meio" como diz o Migues Esteves Cardoso, mas arrisquei e oh se petisquei!
Bebemos um Vinho Verde Loureiro que se apresentou leve, frutado, saboroso e com bolhas que arrebitam os músculos da face.
O almoço prolongou-se e acabou no Largo de Camões... onde ficámos a ver passar os comboios, à espera que as bolhas se acalmassem.


PS: Preço por pessoa: cerca de 15 euros. Serviço familiar, simpático e muito competente. Este blogger paga a conta.

17 de junho de 2014

Cars and Girls

Acabado de sair do stand e com aquele cheiro a novo! Adquirir carro novo é sempre um acontecimento especial. Vamos aproveitar e espairecer!

iMédico


Depois da azia de ontem, pode ser útil verificar os níveis do ferro, potássio e afns.
Esta geringonça promete dar informações sobre o nosso corpo através do telemóvel. O "palito", fornecido no kit, permite recolher saliva, sangue e fluído nasal. Aquela espécie de cubo analisa e transmite os dados para o smartphone. A App revela se estamos com gripe e avisa a família. A máquina da Cue permite ainda analisar como estamos de vitamina D, Testosterona, Fertilidade e até liga ao médico em caso de necessidade. Cada uma das analises tem direito a um "palito" diferente.
A interacção é total e a aplicação dá sugestões para resolver os problemas detectados.
Custa 199 dólares (147 €) e ainda está em fase experimental.
Os médicos desconfiam dos resultados destas maquinetas de auto-análise, mas a ideia está lançada.
Depois da tecnologia para usar no corpo, chegam os dispositivos que fazem análises sem ser preciso ir em jejum ao laboratório.
Os gadgets médicos são os senhores que seguem na moda hi-tech.


16 de junho de 2014

Análise

Parecia um jogo de... Solteiros e Casados.

4 - 0!


Ganhar à Alemanha, não é ganhar um jogo de futebol, é vencer um adversário maior, rico, poderoso. Perder, como perdemos, é uma triste derrota. É o espelho de um país, que apesar de ter dos melhores, se vê reduzido a uma insignificância humilhante.
Depositamos sempre a esperança da mudança numa pessoa, num joelho, numa instituição e esquecemo-nos que os agentes dessa mudança somos nós. A culpa do infortúnio não é só da eficácia dos outros ou a da acção do juíz, é nossa. O primeiro passo para a cura é reconhecer o problema.
No entanto, o Mundo não acaba aqui “enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar” como canta o Palma. Vêm aí mais dois jogos. É preciso ter presente que um homem pode mudar o mundo, mas só se o mundo jogar com ele.
É preciso ir à luta, cerrar os dentes, querer, suar, chorar, sorrir e vencer. 
O apoio, esse nunca vos faltará, enquanto carregarem no peito a vontade de um povo.

Interrompemos este blog…

Mas voltamos perto das 19h a bem da produtividade nacional.




5 Desculpas para escapar ao trabalho a tempo de ver a bola!


-Chefe ligaram-me agora do Tribunal. Lembra-se daquele acidente que tive em 1998? Tenho ir prestar declarações.

-Chefe, não vai acreditar! Ligaram-me agora de São Bento. O primeiro-ministro precisa da minha ajuda. É um imperativo nacional! Porquê eu? Não acredito nisto! 

-Os homens do Gás vão hoje lá a casa fazer uma vistoria. Acham que as pessoas têm de estar sempre disponíveis!!! E eu com tanto para fazer.

-Chefe, está a ver esta borbulha? Estou muito preocupado. O médico da minha sogra diz que me consegue encaixar na agenda esta tarde. Posso sair depois do Almoço? Ele nunca tem vaga.

-Chefe, o que se passa? O senhor não está com boa cara. É melhor ir para casa depois do almoço. O senhor trabalha tanto. Precisa de descansar. 

Regresso ao Trabalho

O que mais custa no regresso ao trabalho não é o dito (assusta-me mais a possibilidade de não o ter), são os sapatos e as calças. Depois de uma semana de pé descalço e perna ao léu o corpo não gosta e queixa-se. A roupa dá comichão e os sapatos apertam.
-"Ah, vai de calções!"
-Não.
Tenho para mim que há mínimos a cumprir no toca à vestimenta. Ir trabalhar não é o mesmo que ir para a praia ou para os copos. Ir vestido para trabalhar não implica ir de fato e gravata, mas como diria a minha avó: "filho, vai arranjadinho".

PS: Sapato retirado daqui.

14 de junho de 2014

Receitas para não derreter

Para quem está na praia. Para quem não pode ir à praia, à piscina, ao parque. Para quem está a derreter aqui fica uma receita refrescante e infalível.


E Resulta! 

13 de junho de 2014

Compro carro auto-estacionante.

Quero um carro que estacione sozinho e que me venha buscar (à la Kit). Essa coisa dos carros que "apenas" andam sozinhos não me interessa.
Quem vive e trabalha em cidades (como Lisboa) sabe que um lugar de estacionamento vale ouro. Muitas vezes somos protagonistas do paradoxo: não levo o carro para não perder o lugar! Então, para quê ter automóvel?
Já me aconteceu voltar ao local de trabalho para estacionar e apanhar um taxi para casa. Os lugares de estacionamento fazem parte dos dramas diários.
Charles Darwin tinha razão, quem não tem garagem desenvolve uma capacidade impar de detectar lugares. A visão apura-se, a audição também e quando chega a hora de reclamar "aquele" lugar, o lado feroz assume o controlo. Pobre do incauto ou do mal-intencionado que disputa conosco aquele espaço!
Eu tenho um sonho, um dia bastará carregar no botão e lá vai ele estacionar.


A Google está desenvolver um veículo que anda sozinho, não tem pedais, não tem volante e espero que tenha Air Bag. Mas enquanto não estacionar sozinho, serve para quê?

Foi Bonito

Não entendo as criticas à cerimónia de abertura do Mundial de 2014.
































Pensando melhor, um tipo que tem nome de cão é dispensável.


Por mim, hoje havia nova canção ao vivo, mas só com a Cláudia Leitte e Jennifer Lopez.

12 de junho de 2014

Mundial na palma da mão

Se há por aí dinheiro para ir ver o Mundial, até logo. Se não têm telemóvel também escusam de ler a partir daqui. Voltem sempre.
Agora, se não podem ir ao Brasil e têm um “smartphone”, acabei de recolher aqui, qual equipa de luxo, 11 aplicações que podem “pôr em campo” para não perderem pitada disto. Calendário, equipas, grupos, jogos, resultados e por aí fora (até boatos que, como se sabe, é mais coisa de mulheres).
Os jogos vão ser, sobretudo, ao final da tarde ou já à noite de cá. Mas nem sempre temos uma televisão ou net por perto. Já o telemóvel, enfim, só não o levamos para o banho (e mesmo assim...).
Por isso, é experimentar algumas das melhores “apps” dedicadas ao Mundial 2014.

1.Em português e totalmente à borla para iPhone, temos Mundial 2014-Selecção das Quinas, com calendário, resultados, estatísticas, perfil dos jogadores portugueses, um mapa dos locais dos jogos e, até, um relembrar da fase de qualificação, para não esquecermos o mítico 3-2 frente à Suécia.




2.Em inglês, para Android, World Cup 2014 – Brazil. É grátis. Para além da informação actualizada, de se poder apostar e comentar “live”, também se pode olhar para o retrovisor da História e saber quem ganhou em edições anteriores.




3.Também em inglês, uma “app” chamada Squawka (como é que isto se diz? Ainda bem que só escrevo...) que tem o que as outras têm, mais as “minhoquices” todas: remates à baliza, passes certos, posse de bola, roubos de bola, cantos, faltas e sei lá mais o quê. Não se gasta um cêntimo e está aqui uma “app” para pessoal “doente da bola” todos os dias do ano (até a Liga Australiana acompanha...). Disponível no iTunes.


4.Em português e de borla, o Sofa Score LiveScore promete trazer tudo sobre o Mundial, mas não só. Porque a bola não pára de rolar, há “live coverage” de todas as Ligas mundiais e, se estiverem enjoados de tanto futebol, têm bom remédio: dediquem-se ao basquete, ténis, râguebi, andebol e sei lá mais o quê (até tem resultados dos campeonatos de dardos e snooker!).


5.Em inglês, francês, japonês ou vietnamita (se somos lidos nos Emirados Árabes Unidos, nunca se sabe...), encontram na World Football 2014 Brazil tudo e mais um par de botas: notícias, resultados, calendário, etc, mais os estádios, perfis de equipas e jogadores, melhores marcadores, fotografias, ligações ao Facebook e Twitter.



6. Na World Soccer Finals, de borla para iTunes Android, mais um guia completo para o Mundial, com tudo o que os anteriores oferecem... mas em português.







7. A “app” Jalvasco, só disponível para Android, permite seguir a competição Selecção a Selecção. Dá para acompanhar conferências de imprensa e tudo o que se passa. Há quem diga que é tão fácil de navegar, que há quem a considere até melhor que a “app” oficial da FIFA.





8.De borla para iTunes e Android, temos a OneFootball Brasil, que promete trazer na nossa língua todas as notícias detalhadas antes e durante o torneio, mais a hipótese de seguir todas as partidas através de um “feed” em directo e, como se não bastasse, em notificações personalizadas.





9.É verdade que nos EUA não vão muito à bola com o futebol, mas o canal norte-americano ESPN até tem um bom serviço para contar tudo o que se passa no Brasil. É procurar na App Store em ESPN FC e, para além do trivial, porque nesta altura também se fala muito de transferências, atenções centradas no blog “Transfer Talk”.
10.Quem percebe de futebol, sabe que o nº10 é sempre o “criativo” da equipa (Messi, Maradona, Pelé, Ronaldinho, Baggio, Zidane, dizem-vos alguma coisa?), por isso, vamos para algo completamente diferente: um Mundial virtual. Uma “app” que utiliza informação de videojogos online da EA Sports para ditar os resultados com uma antecedência de um mês! É só uma brincadeira, mas curiosa, no Mundial Virtual 2014.

11.Finalmente, se são daqueles ansiosos que nem dormem, deixem que seja o vosso “smartphone” a contar o tempo que falta para o primeiro apito,  instalam no iPhone ou Android de borla a “app” Brazil 2014 Countdown. Só tem um relógio com uma contagem decrescente. Mais nada. E já falta pouco...

10 Conselhos para sobreviver à Noite de Santo António, em Lisboa

1 - O carro fica em casa. Não há (mesmo) lugar para estacionar e nas filas não há sardinhas nem baile! O melhor é ir de Metro e voltar de Autocarro. O número de telemóvel de um taxista vale ouro. Não vale a pena chamar taxi através dos meios tradicionais e nas praças a espera é sempre superior a uma hora.

2 - As sardinhas são caras e de fraca qualidade, mas (vá lá) é tradição e é só uma vez por ano. Vai precisar de uma boa "cunha" para conseguir uma mesa. A Reserva é obrigatória! Cerveja é melhor opção, o vinho é mau e a sangria (blagghhhh) é horrorosa.

3 - Alfama não é Castelo. Castelo não é Alfama. Nenhum dos dois é Madragoa. Bica não é um café. E sim, são todos a subir. São horas e horas a andar em apertos (mesmo apertados).

4 -Se é novo na cidade, tranque bem janelas e portas. Durante 24 horas o cheiro a sardinhas invade Lisboa e demora dias a sair. Por volta das 16h de dia 12... Trancar! Calor? Use ventoinhas!

5 - Comprar um Manjerico para oferecer (dar à Mãe não vale). Não cheirar directamente, diz que murcha. Usar a mão para passar pela ramagem e depois levar ao nariz para sentir o aroma. Regar e pôr ao Luar. A ideia é mantê-lo vivo, como o Amor.

6 - Evitar a Avenida da Liberdade. Ele há coisas das quais se deve fugir! Há pessoas de fatos garridos, que cantam enquanto descem a avenida. Há pessoas sentadas em bancos (que trouxeram de casa) a ver e a bater o pezinho. Chama-se "Desfile de Marchas Populares".

7- Não precisa de saber dançar. Basta treinar o movimento de ombros. Ninguém consegue ver os pés no meio da multidão. Os bailes são óptimos para conhecer pessoas.

8 - Dar a mão a "alguém", só para que não se percam no meio da confusão. Esta é a noite mais confusa e barulhenta de Lisboa.

9 - O que acontece no Santo António fica no Santo António!

10 - Cuidado com o que se deseja. O Santo António é casamenteiro e é conhecido por fazer verdadeiros milagres. Conheço casos que acabaram no altar. Mas, se é mesmo para avançar, o melhor local para fazer o pedido é junto à igreja construída no local onde nasceu Fernando de Bulhões.

PS: As Festas de Lisboa também têm App para iOS e Android.

Da tendinose que nem a Irina nos salva

A tendinose rotuliana fez abertura de noticiários e primeiras páginas: o País parecia parado à espera do melhor prognóstico antes do jogo, como se não bastassem as tendinoses a sério do estado das coisas a que as coisas chegaram - cortes e cortes, chumbos e chumbos. Corremos atrás da tendinose rotuliana, quando o que se pedia era descanso, ao jogador e ao noticiário sobre o jogador lesionado. Não digo que se esquecesse a articulação, que não se procurasse explicação clínica para o joelho, mas faltou articular cuidados maiores na exposição de um joelho ao raio-x do valor-notícia. Era apenas um joelho, senhores.



Já as articulações de Irina, 28 anos, 1,78, russa de Yemanzhelinsk, me parecem mais sofisticadas para eventual análise, mesmo no laboratório de análise de conteúdo de qualquer jornal e televisão. É óbvio que, nestas semanas, se pode resvalar facilmente para o circo sem pão, mesmo que haja quem grite por pão no meio do circo.

Mas (insisto em meter um mas a meio destes posts) preferia ter uma imprensa capaz de me trazer a tendinose de Ronaldo articulada com as curvas de Irina e os manifestantes do Leblon e da Avenida Paulista a gritarem pelos ônibus e os hospitais e as escolas que a Copa não lhes trouxe - lá como cá, sobrarão estádios vazios de gente, cheios de défice. Uma comunicação social que metesse Passos a pôr em fanicos a separação de poderes e um Cavaco a exercer o poder de pôr em fanicos o consenso que só esconde uma democracia doente, contando em rodapé que Irina vai estar por nós e pelos da sua Rússia natal. Articulação só possível pelo amor ronaldiano com ou sem tendinose, articulação perfeita entre um jornalismo que interpela os poderes e nos conta o fait-divers.

Isto tudo para constatar o óbvio: «Si los periodistas no pueden vivir exclusivamente del salario de su actividad full-time, en ese pais no hay verdadera libertad de prensa.» Ou se os jornalistas podem ser despedidos apesar de serem filhos menores de erros editoriais e de gestão, nesse país é a democracia que está em perigo. É a democracia que tem uma tendinose. E nem a Irina nos salva da doença.

11 de junho de 2014

Riscas


Riscas


E mais riscas


Em Viana do Castelo


Com Paez

A reconciliação é muito bonita. Sobretudo com uma cafeteira.

Há sensivelmente 20 anos que o cheiro de um café de cafeteira acabadinho de fazer não era sentido cá em casa. E que bem que sabe.
Enquanto o saboreio (são servidos?) e o aroma se espalha ao quarto, recordo aquele que foi um “divórcio” repentino e indesejado (e de certa forma violento) com um objecto que me acompanhava desde que me lembro de ser gente e do qual nem sonhava separar-me.
Não conheço ninguém a quem lhe tenha passado algo semelhante. E alguns daqueles com quem partilhei a história relutantemente acreditaram.
Mas juro que é verdade: a cafeteira comprada para a minha primeira casinha pura e simplesmente explodiu enquanto a água fervia. Saiu, felizmente, disparada para o lado contrário onde a rapaziada estava lá reunida naquele inolvidável serão de inauguração.
Esquecendo aquela parede branca que imediatamente e para sempre deixou de sê-lo, o susto foi tal que o trauma não podia ter sido por menos: nunca mais usei “aquela coisa” na minha vida.
Até hoje.
Fizemos as pazes mas fiz também figas quando lhe murmurei, enquanto esperava (a olhar, como fazia em miúdo) o som da água a ferver: “desta vez, por favor, porta-te bem”.

10 de Junho


Dia de Portugal, deste Portugal que é minhoto.


10 de junho de 2014

Nunca mais é Outubro?

É um iPhone de pulso? É um relógio? Não. É um iWatch! Seja lá isso o que for, porque a verdade é que (como quase sempre acontece com a Apple), pouco se sabe até à apresentação oficial da “coisa”.
Mas vamos ter de esperar até Outubro.
Os boatos dizem apenas que é redondo e que terá duas versões. Uma de homem, outra de mulher. Inclui sensores de saúde (seja lá isso o que for… detecta AVC’s? Chama automaticamente o 112?). É esperar para ver.
Quanto a questões que são de vida (mas não de morte), deverá comunicar com iPads e iPhones por Bluetooth, deve ter a chata da Siri lá metida dentro (raio da secretária pessoal, com quem nem podemos ter uma aventura…), mas vai poder ser usado como controlo remoto para mudar músicas ou pausar videos no iPhone ou no tablet. Basicamente, vai manter-nos anos e anos quietinhos no sofá, sedentários profissionais a engordar… mas depois avisa-nos que temos 10 minutos de vida.
Até lá, resta-nos imaginar como será…


Late check-out


Ainda conto a idade da Leonor em meses. 20. Hoje. 

9 de junho de 2014

Acampar em pão de forma

Está aí uma semana de feriados que é perfeita para aquilo de que os portugueses gostam mais: fazer pontes. Esta autêntica instituição que é a “ponte” merece post futuro. Mas, para já:
- porque a minha ideia de felicidade passa muito por acampar (há loucos para tudo e nem todos são felizes só em hotéis de 5 estrelas);
- porque resolvi mudar de vida após um retiro sozinho numa tenda...
Fica esta sugestão.

Vale a Pena Pensar Nisto

É muito isto. 

Porto Belo Road